Câmera de segurança: Qual atende sua necessidade?

     

     

     

     

     

    Decidir qual câmera de segurança é a mais adequada para sua necessidade pode ser um pouco confuso. Entre os vários modelos disponíveis no mercado, os mais comuns são as dome e bullet. E podem ter a característica de serem IP, conter infravermelho, detecção de movimentos, ser wireless, sensores de movimento, etc.

    Respondemos abaixo alguns questionamentos e daremos algumas dicas que ajudarão nesta escolha.

     


     

    Quais modelos?

    Falaremos das mais comuns. As câmeras dome, normalmente embutidas no teto, são mais discretas e difíceis de saber para onde estão apontando, tendem a ser menos vulneráveis a vandalismo. As speed dome possuem a capacidade de terem seus movimentos e zoom controlados à distância por software ou mesa controladora. As câmeras com essa capacidade de se movimentar horizontalmente, verticalmente e dar zoom são conhecidas também por PTZ (pan, tilt, zoom).

    As bullet são as mais comuns, em formato de canhão. Elas são fáceis de serem reconhecidas, o que pode ser o suficiente para afastar pessoas com más intenções. Normalmente ficam fixadas em uma direção apenas.

     

     

    E as principais características?

    Câmeras IP são as com a característica de transmitir os dados pela internet, pode ser wireless ou por cabo ethernet. Tornando assim mais fácil de gerenciar os dados fornecidos por ela a distância. Bem mais vantajoso que os modelos analógicos, com qualidade de imagem menor e instalação mais cara e complexa.

    As com LEDs infravermelho tem a capacidade de capturar as imagens em baixa luminosidade, característica necessária para câmeras externas durante a noite.

    Falando em câmera externa, elas precisam ter a proteção IP66 contra poeira e água.

     

    O que eu quero que seja filmado?

    A primeira coisa que se deve fazer antes da procura de câmeras é definir o que será monitorado. Ambiente interno? Externo? Os dois? Um objeto fixo? Apenas um cômodo? Escritório? Uma rua? Sabendo os pontos importantes a serem monitorados, já é possível fazer uma média de quantas câmeras e quais características irá precisar.

     

    Eu preciso cobrir uma área grande?

    Aqui, você precisa saber sobre o campo de visão, sensor, resolução e distância focal.

    O campo de visão é a largura horizontal da cena a ser registrada pela lente.

    É no sensor da câmera que, explicando grosseiramente, a luz captada pela lente se "transforma" em imagem digital, eles possuem diferentes tamanhos (1/2", 1/3", 1/4"...) e esses tamanhos intervém diretamente no campo de visão, onde maior o sensor, maior o campo de visão.

    No caso da resolução, quanto maior, melhor a definição de detalhes. Normalmente a resolução das câmeras é apresentada em megapixels (MP), onde por exemplo:

     

    1MP = 720 pixels de altura x 1280 pixels de largura

    2MP = 1080x1920 pixels

    3MP = 1536x2048 pixels

    4MP = 1520x2688 pixels

     

    Para ter uma noção se a quantidade de pixels são suficientes para reconhecimento de pessoas em um determinado campo de visão, é calculado os pixels por metro (ppm).

    São necessários em média pelo menos 130 pixels por metro para poder reconhecer rostos e placas de carro nitidamente. E para saber se a resolução da câmera atinge 130ppm, basta dividir a largura em pixels da resolução da câmera pelo campo de visão em metros, assim teremos quantos pixels por metros:

     

     

    Segue exemplo para um campo de visão de 15 metros:

    1MP :      1280   = 85ppm 15

    2MP :      1920   = 128ppm 15

    3MP :      2048   = 136ppm 15

    4MP :      2688   = 179ppm 15

    Logo, para atingir a quantidade de pixels por metro adequada em um campo de visão de 15 metros, é preciso de uma câmera com pelo menos 3MP.

    Mas se o que quero registrar fica longe? Aqui você deve se atentar na distância focal.

    A distância focal da lente (2.8mm, 3.6mm, 4mm, 6mm, 8mm...) é o que define a capacidade de aproximação da cena, ou seja o quão longe a lente alcança para capturar as imagens. Distâncias focais diferentes, possuem ângulos de visão diferentes, logo, possuem campo de visão diferentes.

     

     

    Quanto menor o número da distância focal da lente, maior será o campo de visão, mas menos detalhes de longe serão captados.

    Já com uma lente de distância focal maior, é possível enxergar objetos longe com maior qualidade, porém o campo de visão é menor, não capturando uma cena ampla como um estacionamento inteiro, por exemplo, mas pode ser usada direcionada para as placas dos carro que entram nele.

    Existem as câmeras monofocal e varifocal, como os nomes já sugerem, a monofocal apenas foca numa distância específica, já a varifocal é possível ajustar o zoom, distância focal e ângulo de visão.

     

    O gif abaixo exemplifica a diferença que a distância focal da lente causa no campo de visão da câmera:

     

     

    O site cctvcalculator possui algumas ferramentas para cálculos como: lentes, ângulo de visão, distância para identificar pessoas e largura de banda. Está em Inglês mas é simples de usar, e também é possível baixar o aplicativo.

    Sabendo qual ambiente vai filmar e com essas informações você já consegue estimar os tipos de lentes e resolução que serão melhores para você.

     

    Câmera com conexão wireless?

    Antes de tudo, uma câmera wireless não é uma câmera totalmente livre de fios, ela apenas possui a conexão com a rede sem fio, mas ainda necessita de cabo de energia.

    As câmeras wireless são melhores para realocar e mais fáceis de instalar, não precisam da infraestrutura de cabos de rede e podem se conectar no seu wifi existente.

    O problema é que as câmeras wireless são mais vulneráveis a ataques e invasões, então é necessário tomar cuidado com a segurança da sua rede. Elas também são suscetíveis à interferência e quedas de sinal e devem estar em local com boa cobertura do wifi.

    Câmeras de alta definição podem usar bastante os dados. Imagine um ambiente de trabalho, com vários diferentes dispositivos conectados e usando a mesma rede wireless, isso pode causar uma queda no desempenho, por isso é necessário se atentar a largura de banda.

    Para uma residência e escritórios pequenos, a câmera wireless pode ser uma boa opção, já para um ambiente corporativo maior, é recomendado o uso de câmeras PoE (Power Over Ethernet)

    Nas câmeras PoE, a energia passa pelo mesmo cabo ethernet da rede, assim facilita a instalação e reduz o custo. É possível ter o alcance de até 100 metros e não sofre interferências. É preciso de um NVR ou switch com a tecnologia PoE.

     

    Precisa de proteção 24/7?

    É preciso tomar cuidado se seu sistema possui armazenamento suficiente para a grande quantidade de dados gerados pelas filmagens. Fatores que influenciam são a quantidade de câmeras, qualidade da imagem, compressão e formato do arquivo.

     

    Com essas informações, fica mais fácil decidir qual vai ser a ideal para você.

     

     


     

    Caso queira saber mais sobre, ou fazer um orçamento, fale com a gente.

     


     

     

    Referências:

    fire-monitoring.com

    reolink.com

    tycois.com

    safewise.com

    securityindustry.org

     

    Por: Victor H.

Uso de sprinklers para combate a incêndio nas áreas de CPD

 

 

 

 

Repetidas vezes em projetos de cabeamento estruturado, quando projetamos salas de telecomunicações, é comum os clientes perguntarem: Deveremos manter os sprinklers na área do CPD? É uma exigência legal?

 

Em 1874, Henry S. Parmalee, de New Haven, Connecticut, criou e instalou o primeiro sistema de extinção automático de incêndio, a partir daí várias versões e melhorias foram implementadas.

Os chuveiros automáticos ou sprinklers são dispositivos eficientes de proteção contra incêndio, são instalados no teto das edificações e possuem um elemento termo sensível (bulbo) que, por ação direta do calor produzido por um incêndio sobre ele, se rompe liberando os jatos de água em forma de aspersão, extinguindo ou controlando o foco de incêndio.

Ao longo do tempo foram utilizados em CPD’s e Datacenters, e ainda existem em várias instalações, mas não são uma boa alternativa de combate a incêndio em áreas de telecomunicações, uma vez que a água pode danificar os equipamentos e pode acarretar em sérios prejuízos.

A norma ABNT NBR16415:2015 especifica que um projeto de uma sala de equipamentos deve conter os sistemas de suporte e segurança, os de incêndio e ao ambiente.

A utilização de sprinklers nas edificações deve seguir as normas técnicas de projetos e instalações. A norma técnica Brasileira que dispõe sobre os sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos é a ABNT NBR10897, e também é recomendado seguir as diretrizes da norma internacional de origem americana NFPA (National Fire Protection Association) 13 – Standard for the Installation of Sprinklers Systems.

A legislação de incêndio no país é de responsabilidade de cada unidade da federação e as exigências podem apresentar diferenças significativas entre elas, sendo assim, o projetista deve consultar a legislação especifica de sua região.

O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo em sua Instrução Técnica Nr. 23/19 sobre sistemas de chuveiros automáticos diz o seguinte:

"5.5 A critério do projetista, a instalação de chuveiros automáticos em casa de máquinas, subestações, casa de bombas de incêndio, sala de gerador e similares onde haja exclusivamente equipamentos elétricos energizados, pode ser substituída pela instalação de detectores, ligados ao sistema de alarme do prédio ou ao alarme do sistema de chuveiros automáticos.

5.6 A substituição prevista no item 5.5 fica limitada a compartimentos com área máxima de 200 m².

5.6.1 Aplicam-se os mesmos critérios para os CPD localizados no interior das edificações, sendo que os compartimentos ficam com área máxima limitada a 40 m² desde que exista compartimentação entre CPD e os ambientes adjacentes"

 


 

Na próxima publicação abordaremos outras opções para equipamentos de combate a incêndio em espaços de telecomunicações, mas como explicado acima, no estado de São Paulo, os sprinklers não são um item obrigatório nestas áreas dentro das limitações propostas.

 


 

 

 

Por: Aparecido C. da Silva – Engº Eletricista
Dir. Técnico – Tecnolan Cabeamento de Redes Ltda

O projeto de Arquitetura e as Salas de Telecomunicações

 

 

 

 

A procura pelo imóvel ideal, a falta de áreas urbanas centrais disponíveis para novas construções e o alto custo cobrado pelo metro quadrado da construção civil vem provocando reflexos tanto na locação como na venda de espaços corporativos e residenciais.

Um dos maiores desafios para arquitetos e engenheiros, frente a essa nova realidade do mercado imobiliário é a otimização de espaços, criação de ambientes funcionais, colaborativos e integrados. O aproveitamento dos espaços deve ser maximizado em benefício da necessidade do cliente, buscando reduzir ao máximo o custo de novas implantações, expansões ou posteriores mudanças.

Na contramão dessa realidade, percebe-se que algumas áreas ou setores são colocados em segundo plano, ou por que não dizer, esquecidos quando feito o projeto de arquitetura do ambiente de trabalho.

O setor de telecomunicações é um bom exemplo dessa realidade e não é raro notar que geralmente são destinados como espaço banheiros desativados, depósitos ou pequenas áreas ociosas como vãos embaixo de escadas. Tudo isso, indo em direção contrária à crescente dependência tecnológica das empresas.

Existem no Brasil duas normas da ABNT que tratam do cabeamento estruturado para edifícios comerciais e data centers e que tratam dos caminhos e espaços para cabeamento estruturados (NBR 14.565 e NBR 16.415 respectivamente) além das normas internacionais ANSI/TIA e ISO/IEC, adotadas em sistemas de cabeamento estruturado, que servem como base para a construção desse artigo, que tem por objetivo esclarecer os principais aspectos dos espaços destinados às telecomunicações com foco em projetos de médio porte, em lajes corporativas de edifícios comerciais multifuncionais, ocupando de 1 a 3 pavimentos com área total de até 2.000 m².

 

O que são Espaços de Telecomunicações?

 

As telecomunicações constituem um ramo da engenharia elétrica que contempla o projeto, a implantação, a manutenção e o controle de redes de sistemas de comunicações.

Para gerar um melhor fluxo na comunicação entre os usuários de uma rede de computadores, é necessário que haja vários dispositivos e sistemas como servidores, roteadores, firewall, centrais telefônicas e centrais de CFTV conectados de uma maneira que permitam que a comunicação aconteça de maneira limpa e sem ruídos.

Para isso, é necessária a criação de espaços adequados, arejados e projetados para esse fim e não a utilização das áreas “esquecidas”, como citado anteriormente nesse artigo.

 

Os Espaços de Telecomunicações que precisam de mais atenção são as Salas de Equipamentos (ER) e as Salas de Telecomunicações (TR):

Android TV

Sala de Equipamentos:

É a área onde são colocados grande parte dos equipamentos de telecomunicações essenciais para atividades dos ocupantes, como pabx, servidores, roteadores, switches core, DVR/NVR, terminações de cabos e distribuidores.
Na prática, são diversas as situações de projetos de Sala de Equipamentos, como por exemplo, se o usuário possui apenas um pavimento, é comum ela também exercer a função de Sala de Telecomunicações.

 

 

 

Sala de Telecomunicações:

É o espaço que interconecta através do backbone, os cabos vindos da Sala de Equipamentos com o cabeamento horizontal e as estações de trabalho do pavimento em que ela está instalada.

Aplicabilidade:
Recomenda-se uma sala de telecomunicações em cada pavimento, porém as estações de trabalho em pavimentos adjacentes poderão ser atendidas por uma única sala, principalmente se tiverem baixa densidade de estações.

É recomendado também que esteja localizada mais próximo possível do centro da área a ser atendida e da prumada do edifício. Equipamentos e infraestrutura não relacionados a telecomunicações não podem ser instalados, atravessar ou entrar nesse espaço (por exemplo: canalização de água, gás, esgoto, etc.).

Em casos onde não é possível instalar uma sala de telecomunicações, é comum que sejam instalados gabinetes e racks, porém deve-se manter especial atenção e cuidado para que não sejam instalados racks abertos, pois não oferecem proteção física adequada ao cabeamento estruturado e equipamentos instalados.

Na instalação de racks, manter um espaço mínimo de 90 cm em todas as suas faces, principalmente quando houver a necessidade de manipulação e reparos e atentar para a implantação do controle de climatização quando houverem equipamentos ativos instalados.

 

 

Como dimensionar Salas de Equipamentos e Telecomunicações:

 

No item 7.7.2.3 da ABNT NBR 16.415:2015, recomenda-se que salas que contenham distribuidores tenham dimensões mínimas de 3m x 3m e para atender até 500 tomadas de telecomunicações, as dimensões exigidas são 3,2 m x 3 m.

No caso de salas de telecomunicações que atendam mais de 500 tomadas, o tamanho mínimo deve ser incrementado em 1,6 m na dimensão paralela à fileira do rack e/ou gabinetes para cada grupo adicional de 500 tomadas, de modo a oferecer espaço para hardware de conexão, equipamentos, bem como outros componentes.

Até 500 tomadas.
Entre 501 e 1000 tomadas.

 

 

 

De acordo com a ABNT NBR 16.415:2015 todos os espaços de telecomunicações devem obedecer aos seguintes critérios:

 

1.   Devem ser adequadamente iluminados e livres de poeira. A iluminação deve ser no mínimo de 500 lux no ponto de terminação;

2.   Recomenda-se que uma parede seja revestida com compensado com tratamento antichama, fixado rigidamente, com espessura de 20 mm e altura de 2,4 m, capaz de sustentar equipamentos e terminações;

3.   Os interruptores de luz devem ser de fácil acesso e devem ser localizados próximos à entrada da sala; recomenda-se uma altura de instalação de 1,10 m a partir do piso acabado;

4.   A abertura da porta da sala de equipamentos deve ser de tamanho adequado para permitir a passagem e instalação dos equipamentos;

5.   O piso, as paredes e o teto devem ser construídos de modo a reduzir a quantidade de pó e/ou contaminantes no interior do espaço;

6.   Os acabamentos devem ser de cor clara para melhorar a iluminação do espaço e devem ser selecionados materiais de piso com propriedades antiestáticas;

7.   Circuitos elétricos independentes devem ser dimensionados para a alimentação dos equipamentos instalados no espaço;

8.   Considerações climáticas devem ser aplicadas nas salas de equipamentos e salas de telecomunicações; recomenda-se que a temperatura do ar no ambiente, no interior do espaço, permaneça entre 18ºC e 27ºC. A umidade relativa do ar deve ser no mínimo de 30% e no máximo 60%. A temperatura máxima do ponto de condensação deve estar entre 5,5 ºC e 15 ºC, dependendo da umidade relativa do ar. A máxima variação de temperatura do ar ambiente é de 5 ºC em 1 h;

9.   O aterramento e a equipotencialização devem atender às especificações da ABNT NBR 5410;

10.   As medidas de proteção contra sobre tensão e descargas atmosféricas devem atender às especificações da ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 5419.

 

Para as salas de equipamentos são exigidos os seguintes critérios:

1. Deve ser preparada para conter equipamentos de telecomunicações, redes, terminações dos cabos e distribuidores associados;

2. Deve ser dedicada à função de telecomunicações e redes;

3. O acesso a este espaço deve ser restrito ao pessoal de manutenção autorizado;

4. Deve apenas abrigar os equipamentos diretamente relacionados ao sistema de cabeamento estruturado e telecomunicações;

5. Deve conter os sistemas de suporte à segurança, incêndio e ao meio ambiente;

6. Deve evitar áreas que possam limitar a sua expansão, como elevadores e paredes fixas. Quando possível, em um edifício de múltiplos andares, recomenda-se que a sala de equipamentos seja localizada no andar intermediário para possibilitar um fácil acesso do cabeamento à sala de telecomunicações nos outros andares;

7. Deve ser localizada em uma área que permita a expansão futura e ser acessível aos elevadores de carga para entrega de equipamentos de grande porte;

8. Deve ser localizada acima do nível da água e protegida de infiltrações, evitando-se a presença de canos de água e de drenagem. Sistemas de drenagem no piso são recomendados se houver riscos de ingresso de água neste espaço;

 

 


 

O Manual de métodos de distribuição de telecomunicações da BICSI é baseado nas normas Americanas ANSI/TIA/EIA, que é também utilizado como fonte de boas práticas para telecomunicações e define alguns parâmetros para dimensionar estas salas.

 

De acordo com o Manual da BICSI, os seguintes critérios devem ser seguidos:

 

Salas de Equipamentos:

Ao projetar o espaço, o arquiteto deve consultar o cliente/usuário para que seja feito estudo e posterior escolha da melhor área que viabilize na totalidade as necessidades do local: espaço deve ser suficiente para os equipamentos planejados, acesso aos equipamentos para manutenção, administração e futuro crescimento.

Quando não se tem conhecimento de quais são e quantos serão os equipamentos utilizados, é possível usar a área do piso que a sala irá atender para determinar o tamanho mínimo do local dos equipamentos, dividindo-se a área do piso útil por 10 m² (média da indústria) para determinar o número de áreas de trabalho, as ATRs.

Se as ATRs são menores, o tamanho de uma sala de equipamentos deve ser aumentado proporcionalmente e multiplicando-se por 0,07 m². Se existirem menos que 200 ATRs, a sala de equipamentos não deve ser menor do que 14 m². Para edificações especiais como hospitais e hotéis, os requisitos de tamanho da sala de equipamentos podem variar.

Salas de Telecomunicações:

O tamanho da sala de telecomunicações está diretamente ligado aos serviços de telecomunicações que atenderá e ao espaço útil das edificações:

Área atendida:

Até 500 m²

De 501 a 800 m²

De 801 a 1000 m²

Dimensões mínimas:

3,0 m x 2,1 m

3,0 m x 2,7 m

3,0 m x 3,4 m

 

 

 

 

 

Deve-se considerar um distribuidor de piso (Racks e/ou gabinete ou nova sala) para cada 1000 m² de área reservada para escritórios (área útil).

 

Edificações menores:

Em edifícios pequenos, espaços menores são necessários para atender às necessidades de distribuição de telecomunicações dos seus ocupantes:

- Se a área atendida for menor que 100 m² ela poderá ser atendida por gabinetes de parede, gabinetes reservado ou gabinetes embutidos.

- Se a área atendida estiver entre 100 e 500 m²poderá ser atendida por armários superficiais

 

Layout para armário superficial/raso ou ponto de acesso.
Layout para sala de telecomunicações pequena.

 

 

 

Conclusão:

Projetar espaços de telecomunicações não é uma tarefa fácil!

Devido à importância que os recursos tecnológicos representam para a maioria das atividades empresariais, o profissional deverá estar preparado para entender as necessidades operacionais e os aspectos técnicos necessários aplicados a estas áreas.

Um bom projeto de arquitetura é aquele que, unindo soluções de qualidade, praticidade e versatilidade, atende a todas as necessidades do cliente e mantém-se dentro das normas e regras determinadas pelo órgão que rege a categoria.

Com isso, consegue-se evitar que empresas tenham seus equipamentos e comunicação afetados por erros de instalação, com suas redes no limiar de um colapso devido às falhas em projetos, poupando reinvestimentos e reformulações do mesmo.

Com uma comunicação livre de ruídos e falhas, consegue-se um melhor resultado na atividade desenvolvida.

 


 



Fontes:

ABNT NBR 14565:2013

ABNT NBR 16415:2015

Cabeamento Estruturado – Projeto e Instalação – Paulo Sérgio Marin

Manual de Métodos de Distribuição de Telecomunicações – BICSI – 1ª Edição

 

 

Por: Aparecido C. da Silva – Engº Eletricista
Dir. Técnico – Tecnolan Cabeamento de Redes Ltda

8 itens que vão transformar sua casa em Smart House

 

 


 

Quando falamos de Smart House, provavelmente a primeira coisa que vem em mente é aquela casa enorme, moderna, com móveis e decoração futurista que parece ser fora da realidade da maioria de nós. Mas não é bem assim. É possível deixar a sua casa inteligente sem desembolsar uma fortuna. Selecionamos alguns dispositivos que vão te ajudar.

 


 

 

Mas primeiro, para quem ainda não sabe, vamos explicar o que é uma smart house.

Também chamado de automação residencial, é o uso da tecnologia para automatizar as tarefas diárias da nossa casa para facilitar nossas vidas. Os aparelhos e eletrodomésticos considerados smart são capazes de conectar com a rede wi-fi de sua casa, assim, através da interação entre software e hardware, se comunicam entre si e podem ser controlados à distancia pelo smartphone com os aplicativos que normalmente as fabricantes fornecem.

A lista de objetos que podem ser controlados é grande, podem ser lâmpadas, cortinas, tvs, aparelhos de som, câmeras, alarmes e até mesmo geladeira. Tudo depende, claro, do seu objetivo e o que você está disposto a desembolsar para automatizar e, com nenhuma surpresa, muitos dispositivos possuem um preço salgado, e alguns são difíceis de encontrar no Brasil.

Para aprimorar o conceito de casa inteligente e ter uma experiência mais completa, sem a necessidade de usar vários aplicativos diferentes para monitorar cada aparelho, é possível controlar esses objetos através de uma central/software de gerenciamento onde você unifica as ações.

Algumas empresas de automação residencial possuem os seus próprios aparelhos e sistemas de gerenciamento, mas se você está automatizando por conta própria e não pretende gastar uma fortuna, o que é o foco desse post, existem os smart speakers, que podem gerenciar muito bem seus dispositivos inteligentes. Os mais conhecidos no mercado são o Google Home, Amazon Alexa e Apple HomePod.

Se você está pensando em automatizar a sua casa, nós vamos te ajudar mostrando alguns itens, focaremos nos dispositivos que são compatíveis com o Google Home por ele ser mais fácil de ser encontrado em lojas nacionais e possuir um preço acessível.

 

 


 

 

Google Home Mini

Google Home Mini:

É a versão compacta e mais em conta do Smart Speaker da Google, ele possui o Google Assistente integrado, e como nos smartphones Android, dizendo "Ok, Google" ativa o comando de voz, assim você pode controlar os seus dispositivos inteligentes a distância e sem precisar usar o smartphone(configurando previamente, claro).

É valido lembrar que não faz muito tempo que o comando de voz tem suporte ao português, e nem todos são reconhecidos no idioma, sendo necessário o uso do inglês em alguns momentos. Mas certamente isso vai mudar em breve.

Você encontra Google Home aqui

 

 

 

Philips Hue

 

Philips Hue:

Essas lâmpadas se conectam na rede de sua casa e você pode usar o controle de voz do Google Home.

É possível alem de claro, ligar e desligar, também sincronizar a luzes com a música ambiente, ou com as cores da tela do seu computador, colocar para acender devagar minutos antes do seu despertador tocar fazendo um efeito de nascer do sol, além de várias outras funções. O kit Philips Hue não sai barato, mas existem outras marcas e modelos de lâmpadas inteligentes no mercado.

Você encontra Philips Hue aqui

 

 

 

Roomba 690:

Roomba 690:

Imagine que você está deitado no sofá e lembra que precisa limpar os pelos do gato da sala, e com um simples comando de voz, um robozinho começa o serviço por você, que nem se moveu do sofá. Se desembolsar uns 4000 reais para você não for um problema, esse conforto pode ser seu.

Este aspirador de pó limpa sua casa, através de sensores e mapeamento dos ambientes. Você pode agendar uma limpeza, definir o lugar para limpar entre outras funções.

Você encontra Roomba 690 aqui

 

 

Chromecast:

 

Chromecast:

O Chromecast conecta sua TV com a Internet, fazendo com que fique como uma smart TV. Com ele é possível ver videos no Youtube, assistir filme no Netflix, ouvir musica através do Spotify entre várias outras funções.

Você controla sua TV pelo seu smatphone Android (iOS tem algumas limitações, mas a Apple tem o seu aparelho, o Apple TV), e claro, também controla por voz com o Google Assistente.

Você encontra Chromecast aqui

 

 

Smart plug

Smart plug:

Com esta tomada, você controlar os seus aparelhos que não são "smart".

Ela funciona "cortando" e "liberando" a energia, assim, você pode controlar quando ligar ou não o aparelho plugado a ela, como um abajour ou uma cafeteira. O controle é feito através de um aplicativo para o celular ou por voz, o que é muito cômodo.

Você encontra Smart Plug aqui

 

 

 

Android TV

Android TV:

Caso já tenha em seus planos comprar uma TV nova, por que não uma já com Chromecast embutido?

Com a Android TV vc tem todas as funcionalidades de uma Smart TV com Chromecast, ou seja, tendo o smart hub, você pode apenas "ordenar" para que ela abra o Netflix e passe sua série favorita, por exemplo. Você pode também conectar a TV com outros acessórios via bluethooth, como fones de ouvido ou speakers.

Você encontra Android TV aqui

 

 

 

Câmera IP

Câmera IP:

Uma câmera IP se conecta com a rede wi-fi, assim é possível sem a necessidade de fios, ver o que está sendo filmado pelo smartphone ou computador de onde estiver.

A câmera D-Link DCS-8000LH, possui visão noturna, sensores de movimento e som que te avisam quando detectam algo.

E como todos os itens citados neste post, tem suporte ao Google Assistant, assim, você pode por exemplo apenas dizer que quer ver as imagens da câmera do quintal na sua TV do quarto.

Você encontra Câmera IP aqui

 

 

 

Android TV

Interruptor:

Essa pode ser uma forma mais em conta de controlar sua iluminação.

O interruptor wi-fi permite gerenciar as luzes através do Smartphone, seu funcionamento é parecido com o smart plug, você corta e libera a energia do interruptor à distancia, podendo também programar temporizador. É possível também conectar o interruptor á alguns eletrodomésticos, tornando também automatizados.

Você encontra Interruptor aqui

 

 

 

 


 

Se não incluirmos o Roomba 690 - item bem mais caro em relação aos outros dessa lista, com em média 3500 reais já é possível ter uma boa experiência Smart House ;)

 


 

 

Por: Victor H.

Por que as melhores advocacias escolheram a Tecnolan

 

 

 


 

 

Os advogados trocam diariamente centenas de e-mails, não tiram os olhos da tela do computador. Precisam ler constantemente documentos oficiais, acessar os sites dos tribunais, atualizar processos, entre várias outras necessidades.


Nos bastidores de tudo isto, está uma rede de computadores estruturada e projetada para suportar adequadamente o fluxo de informações, seja com cabos de cobre ou fibras ópticas, também está uma rede elétrica estável, adequada e segura, capaz de garantir a longevidade dos equipamentos e a segurança dos operadores.

O Advogado moderno tem diariamente metas a cumprir, está preocupado com a qualidade, gestão de equipes e resultados. Assim, uma rede de dados e elétrica segura, bem construída e bem dimensionada é um dos fatores preponderantes no sucesso desta atividade empresarial. Especialistas buscam especialistas.

Cuidamos da implantação, mudanças ou expansão das suas instalações. Garantimos uma parceria adequada e serviços de qualidade, prazos e preços que atendam ao seu cronograma e ao seu budget.

Algumas empresas consolidadas do ramo da advocacia já utilizam nossos serviços de projeto e cabeamento, entre elas podemos citar:

Cinque Terre
Forest
Northern Lights
Mountains
Northern Lights

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

Por que as empresas mudam?

Felizmente, pelas estatísticas de algumas companhias ligadas a projetos empresariais, em torno de 50% dos motivos de mudança são por crescimento do negócio, necessidade de ampliar o quadro de colaboradores ou por incremento nas atividades empresariais, demandando a expansão da área ocupada.

Mas nem sempre o citado acima é o motivo, algumas empresas buscam redução do custo de locação devido a reajustes não condizentes com o mercado, ou buscam ajustar os valores às suas novas necessidades empresariais e ao fluxo de caixa, ou simplesmente estão reduzindo a operação.

Empresas também mudam com o objetivo de criar novas expectativas, gerar novo fluxo de energia, de atrair novos colaboradores pelas facilidades de acesso ou pela melhoria da imagem que uma nova sede pode proporcionar.

Seja qual for o motivo não é uma missão muito fácil de implementar, requer análises, estudos e principalmente, decisão! Vamos mudar. Mas e agora?

 


 

 

1. Vou precisar de Arquitetura?

Muitos questionam, preciso realmente de um arquiteto no processo de mudança?

A resposta é invariavelmente sim, os profissionais de outras especialidades não possuem a formação que possa maximizar a criatividade, funcionalidade e estética, estão habilitados para gerenciamento de fornecedores da sua obra e para realizarem um projeto na medida do seu orçamento.

Uma obra necessita de vários projetos complementares, e é comum atribuir ao arquiteto a coordenação dos mesmos no processo de mudanças e ou construção.

É um profissional que deve ser contratado desde o início do processo e poderá inclusive auxiliá-lo na prospecção e fechamento do imóvel adequado ao seu projeto.

 

 

2. Vou precisar de Engenheiro?

Um processo de mudança envolve diversas especialidades da engenharia:

Ar Condicionado: É necessária a contratação de profissional especializado para ter um ambiente climatizado de forma eficiente. Uma instalação sem um projeto eficiente poderá acarretar gasto excessivo de equipamentos e consequente energia elétrica ou ter usuários insatisfeitos com o desconforto térmico.

Cabe ao profissional tratar dos aspectos da umidade, renovação do ar, pressão e temperatura ideal desejada, considerando-se o bem estar dos ocupantes e as demais cargas térmicas existentes, falhas nestes aspectos podem deixar o ambiente insalubre.

Proteção contra Incêndio: Para efetiva proteção contra incêndio é necessário um conjunto de medidas, avaliando os riscos e implantando as soluções inerentes, o projeto exige aprovação do corpo de bombeiros visando resguardar o patrimônio e a vida dos ocupantes.

Luminotécnica: O estudo luminotécnico do novo escritório poderá ser feito pela arquitetura contratada, porém, caberá ao engenheiro eletricista projetar a distribuição do cabeamento, implantação e proteções necessárias.

Infraestrutura e distribuição dos circuitos: : Esta é uma particularidade cuja responsabilidade cabe ao Engenheiro Eletricista. O projeto e aplicação de soluções deverá prever a infraestrutura necessária, dimensionar circuitos e proteções e implementar os quadros de distribuição levando em consideração a NBR 5410 que estabelece as condições mínimas para o perfeito funcionamento de uma instalação elétrica de baixa tensão, garantindo a segurança de pessoas ou animais e a preservação dos bens.

Também é preciso considerar outras normas complementares, tais como a NR10 que tem como objetivo a segurança e a saúde dos trabalhadores que direta ou indiretamente interajam em instalações elétricas e serviços de eletricidade.

Cabeamento estruturado: Este item atinge diretamente os usuários de Internet, Telefonia, CFTV, controle de acesso e outros. Trata-se das disposições padronizadas de cabos, conectores e meios de transmissão de modo que a infraestrutura seja eficiente e independente de aplicação.

O projetista de cabeamento leva em consideração as diretrizes operacionais passadas pela área de TI do cliente e procura desenvolver uma infraestrutura adequada e aplicação de materiais buscando principalmente atingir uma performance adequada do fluxo de dados e longevidade das instalações com o menor custo de implantação e manutenção ao longo do tempo.

Além das normas internacionais e boas técnicas utilizadas pelo mercado segue a norma brasileira 14.565 que tem como escopo principal, especificar um sistema de cabeamento estruturado para uso nas dependências de um edifício ou um conjunto de edifícios comerciais ou em campus, bem como a infraestrutura de cabeamento estruturado de Data Centers, abrangendo o cabeamento metálico e óptico.

 

 

3. Que tipo de mobiliário devo adquirir:

Mobiliário técnico: Especificar o novo mobiliário é um dos papéis do arquiteto contratado, para defini-lo deverá levar em consideração além das questões econômicas adequadas ao projeto do cliente, a ergonomia, saúde e bem estar dos usuários.

Alguns aspectos também são relevantes na seleção e decisão do mobiliário, deve-se levar em consideração a resistência e qualidade dos acabamentos de modo que permitam realocação, desmontagens e remontagens sem comprometer a estrutura inicialmente instalada.

Deve ter calhas devidamente dimensionadas para passagem e acomodação do cabeamento de dados e elétrica permitindo uma taxa de ocupação de no máximo 40% e raios de curvatura que não comprometam a performance.

É necessário possuir caixas de conectividade adequadas ao usuário para lógica e elétrica para que durante o uso seja fácil as conexões e desconexões e não fiquem com aquela "macarronada" de cabos aparentes que poluem o ambiente do usuário.

Assentos: Devemos imaginar que o usuário passará 90% da sua jornada diária sentado na sua cadeira de trabalho. Sendo assim, a escolha dos assentos é de extrema importância e deve ser priorizada em um processo de compra. É primordial a qualidade do mecanismo, da espuma e do revestimento, prefira assentos de tecido que auxiliam na transpiração do corpo em longos períodos de uso.

A cadeira do posto de trabalho deve ser giratória, ter braços com regulagem de altura, rodízios, altura regulável do assento e mecanismo de relax, assim vai se adaptar a cada usuário.

Mobiliário decorativo: Beleza, praticidade e resistência a realocações são fatores importantes na decisão.

 

 

4. Vou precisar de consultoria técnica?

Um estudo técnico relativo à sua mudança pode ser feito pelo escalão superior de sua empresa, porém, uma consultoria especializada poderá fazer um relatório pormenorizado dentro dos objetivos a serem alcançados, prevendo e definindo detalhes técnicos necessários ao sucesso da sua mudança, para empresas onde não podem ocorrer quaisquer falhas é recomendável.

 

 

5. Quais sequências devo seguir para ter sucesso nesta empreitada?

a. Estudo das necessidades; b. Estudo de viabilidade; c. Contratar consultoria técnica (poderá ser a arquitetura); d. Fechar contrato de locação da nova sede; e. Contratar arquitetura; f. Solicitar e aprovar projetos técnicos de arquitetura e complementares (recomendável reunião técnica com gerentes de TI e colaboradores envolvidos); g. Contratar engenheiros e demais fornecedores (agendar e gerenciar reuniões técnicas de alinhamento); h. Elaborar cronograma físico e financeiro; i. Adquirir mobiliário técnico e decorativo e demais ativos; j. Acompanhar cronograma físico, prever e corrigir desvios; k. Contratar links principais e redundantes; l. Planejar a data de mudança; m. Comunicar e planejar a entrega do imóvel atual; n. Fiscalizar a entrega de móveis e ativações; o. Contratar equipe de mudança; p. MUDAR! q. Exigir acompanhamento técnico durante e depois da mudança; r. Exigir relatórios de ativação; s. Programar plantão de fornecedores no 1º dia de ocupação, principalmente elétrica e dados; t. Solicitar as built e ART dos projetos implantados, com memorial técnico e termos de garantia.

 

 

6. Mudei, e agora? Os colaboradores querem alterações, como proceder?

Durante a fase de projetos é sempre difícil aos usuários e gestores terem 100% de certeza do que vão receber e se tudo está conforme as expectativas, então, como toda e qualquer obra, após a entrega há alguma solicitação de adequação e mudança, seja para atender a logística empresarial ou necessidade dos usuários.

Tais mudanças deverão ser discutidas e planejadas com a arquitetura contratada para viabilizar custos e atividades. Para minimizar e evitar estes problemas é conveniente que os parâmetros sejam discutidos e aprovados previamente. A nossa experiência em projetos realizados mostra que ao longo do primeiro ano é possível que o projeto sofra em média até 15% de alterações.

Também é comum haver a necessidade de instalar equipamentos após a ativação e um dos aspectos relevantes é a existência de disponibilidade ou não de carga nos quadros de distribuição.

Na elaboração dos projetos elétricos, muitas vezes são considerados o consumo nominal dos equipamentos e um fator de simultaneidade que ajusta as cargas projetadas ao disponibilizado pela concessionária de energia.

Recomendamos então, que logo no início das operações do cliente, seja feito um relatório de qualidade de energia, instalando por um período médio de 7 dias um aparelho no quadro principal (QDG) que fará uma análise da demanda, picos e quedas de tensão, consumo, corrente, etc.

Os relatórios emitidos pelo equipamento serão utilizados para decisões futuras e novas implementações com a segurança de não ultrapassar o limite de carga permitido.

 

 


 

 

Por Aparecido C. da Silva – Engº Eletricista Dir. Técnico – Tecnolan Cabeamento de Redes Ltda

Computadores humanos: As mulheres da NASA

 

 


 

Seus cálculos mudaram o curso de muitas importantes missões espaciais, ainda que suas histórias permaneçam na maioria das vezes desconhecidas.
Acompanhe a história por trás de algumas das mulheres matemáticas, engenheiras e cientistas da NASA.

 


 

 

Barbara Canright, conhecida como "Barby", se juntou ao JPL - Jet Propulsion Laboratory (Laboratório de Propulsão a Jato - um centro tecnológico da NASA) em 1939. Como a primeira mulher "computador," seu trabalho era calcular qualquer coisa, desde quantos foguetes era preciso para fazer um avião a jato voar até quais tipos de propulsores eram necessários para impulsionar uma nave espacial. Esses cálculos e eram feitos á mão, com papel milimetrado e lápis, às vezes levando mais de uma semana para preencher e completar entre 6 a 8 cadernos com dados e fórmulas.

Depois do ataque em Pearl Harbor, seu trabalho, junto com a equipe onde a maioria eram homens, teve um novo significado - o exército precisava colocar no ar um bombardeiro de aproximadamente 6300kg. Ela foi responsável por determinar a relação impulso-peso e comparar a performance dos motores sob várias condições. Dado o tamanho do trabalho, mais "computadores" foram contratados, incluindo três mulheres: Melba Nea, Virginia Prettyman e Macie Roberts.

 

Macie Roberts era 20 anos mais velha que os outros computadores do laboratório. Chegando na engenharia mais tarde na vida, meticulosa e direcionada, foi subindo os níveis e se tornou supervisora em 1942.
Quando teve a tarefa de montar seu time, ela teve a decisão de contratar apenas mulheres, acreditando que homens poderiam enfraquecer a coesão do grupo a não poderiam aceitar muito bem ter uma mulher como chefe.

Roberts estabeleceu um precedente para futuras supervisoras, que fizeram seu trabalho de contratar somente mulheres, muitas vezes dando chance para jovens mulheres recém graduadas.
Helen Ling era uma supervisora que seguiu os passos de Roberts.
Ling contratava ativamente mulheres que não tinham educação em engenharia, encorajando elas a frequentarem a faculdade durante a noite.


Da esquerda para direita, Barbara Paulson, Vickie Wang e Helen Ling.(Credito: JPL)

Num tempo onde licença maternidade não existia, uma gravidez poderia ser prejudicial na carreira de uma mulher. Isto fez com que supervisoras como Ling pensassem fora da caixa. Muito a frente do seu tempo, ela ofereceu para suas funcionárias sua própria versão de licença maternidade não remunerada, recontratando as mulheres que precisavam sair do trabalho pra terem seus filhos.

Barbara Paulson começou a trabalhar no JPL em 1948, onde calculava direções de foguete todos os dias. No dia 31 de Janeiro de 1958, ela desempenhou um papel importante no lançamento histórico do satélite construído pela JPL - Explorer 1, o primeiro satélite lançado com sucesso pelos EUA. Ela era responsável por traçar os dados recebidos pelo satelite e de uma estação de rastreamento de rede. Foi Barbara e seus colegas computadores humanos que traçaram a entrada dos Estados Unidos na Corrida Espacial.
Barbara deixou o JPL para ter sua primeira filha, e graças a licença maternidade não oficial de Ling, retornou em 1961.

Em 1950, NASA estava começando a trabalhar com o que hoje conhecemos como computadores - mas a maioria dos engenheiros e cientistas homens não confiavam nessas máquinas, acreditando que não tinham a mesma credibilidade em comparação aos cálculos humanos.

Dispensando a programação por ser "trabalho de mulher," os homens deram os novos IBMs para as mulheres do JPL , fornecendo a elas uma oportunidade única de aprender e trabalhar com códigos, computadores. E com nenhuma surpresa, os primeiros programadores de computador do JPL foram mulheres. Elas ficaram ligadas mais especificamente ao IBM 1620, apelidado de CORA.


Computadores Humanos do JPL. Na primeira fileira: Janez Lawson (5ª da esquerda para direita) e Macie Roberts (7ª da esquerda para direita)(Credito: JPL)

Formada em 1953 em engenharia química na Universidade da Califórnia, Janez Lawson tinha as notas, graduação e inteligência para ter qualquer emprego que ela desejasse. O problema? Sua raça e gênero.
Ela respondeu ao anúncio de emprego do JPL "Precisa-se de computadores" onde especificava "nenhuma graduação necessária," que ela reconheceu como programação pelo "mulheres podem se candidatar." Mesmo não sendo uma posição na engenharia, poderia colocá-la no laboratório.

Macie Roberts e Helen Ling já estavam trabalhando no JPL ativamente recrutando jovens mulheres para calcular dados, e Janez Lawson se encaixava.
Lawson foi a primeira negra a trabalhar em um cargo técnico no laboratório JPL. Com a vantagem dos computadores IBM a sua disposição, e com o encorajamento de sua supervisora para continuar os estudos, Lawson foi uma das duas pessoas enviadas para uma escola de treinamento especial da IBM para aprender como operar e programar computadores.

Um notável grupo de mulheres negras, trabalhando no que se tornaria o Centro de Pesquisas Langley da NASA em Virginia, estavam quebrando as barreiras raciais e de gênero.

Dorothy Vaughan entrou no time em 1943. Já tendo que andar na seção das "pessoas de cor" no ônibus, foi colocada para trabalhar na área dos "computadores de cor". Em 1951, Dorothy se tornou a primeira Supervisora negra no Langley e começou, como suas colegas de trabalho, a contratar mulheres. No mesmo ano, Mary Jackson entrou no time, trabalhando no projeto do túnel supersônico de pressão onde testava os dados dos experimentos do túnel de vento e vôos.

Katherine Johnson - que foi premiada com a medalha presidencial da liberdade em 2015 pelo presidente Barack Obama - Se juntou ao time de Langley em 1953. Física, cientista espacial e matemática, Katherine forneceu os cálculos para histórico primeiro vôo de Alan Shepherd até o espaço, John Glenn orbitar a terra e a trajetória para o pouso na Lua da Apollo 11.


Mary Jackson, Dorothy Vaughan e Katherine Johnson (Credito: thethinkingcapscafe.net)

Um dos primeiros computadores humanos ainda trabalha no JPL.
Com 81, a funcionária mais antiga da NASA, Sue Finley foi contratada em 1958 para trabalhar com cálculos de trajetórias de lançamentos de foguetes, hoje em dia é uma engenheira de subsistema e testes de software. Ela está trabalhando atualmente na missão para Jupiter. Seu legado, assim como dos outros computadores humanos, está literalmente escrito nas estrelas.


Sue Finley (Credito: space.com)

Foram os cuidadosos e precisos cálculos feitos à mão dessas mulheres que enviaram Voyager para explorar o sistema solar, escreveram os programas em C e C++ que lançaram o primeiro Mars Rover e ajudaram os EUA a colocar o homem na lua.
Apesar de raramente vistas nas famosas fotos do controle de missão da NASA, as computadores humanos contribuíram imensuravelmente para o sucesso do programa espacial dos Estados Unidos.

 


 

Referências:

history.com

nasa.gov

Por: Victor H.

10 fatos sobre Bauhaus




Bauhaus completa 100 anos hoje.


Mesmo que ativo por apenas 15 anos, um século depois, o movimento/estilo ainda é referência e base para os arquitetos e
designers nos dias de hoje e continua encantando seus seguidores e novos adeptos.

Veja abaixo uma lista com 10 fatos sobre essa escola e importante movimento que revolucionou o design e arquitetura.

Foto: Dr. Volkmar Rudolf/Tilman2007

1 – Walter Gropius, fundador da Escola Bauhaus, era uma verdadeiro apaixonado por educação a por essa rasão ele estava apto a expandir seu
conhecimento e o estilo inovador para as futuras gerações.

2 – Durante sua administração, Hannes Meyer (segundo diretor) empreendeu dois dos maiores projetos dentro do movimento Bauhaus, os cinco edifícios
residenciais Laubenganghäuser em Dessau e a Union School em Bernau.

3 – Ludwig Mies Van Der Rohe, terceiro diretor da Escola Bauhaus, e possivelmente um dos mais importantes arquitetos da história. Um verdadeiro
revolucionário que deslumbrou o mundo com seu Pavilhão Alemão para A Exposição Internacional de Barcelona, um dos mais representativos trabalhos do movimento moderno;
base do minimalismo; inspiração para os arquitetos pelo mundo; e uma originalidade palpável pela severidade na sua geometria , a precisão em
cada elemento, e a nitidez de sua construção.
A exposição Internacional de Barcelona ocorreu em 1929, e o pavilhão removido no fim do evento.
Em 1983, a reconstrução dessa bela obra arquitetônica se iniciou, usando os mesmos materiais que aqueles usados no pavilhão original: vidros, metal, e diferentes tipos de pedras.
Em 1986 foi aberto e os arquitetos que participaram do projeto foram Ignasi de Solà-Morales, Cristina Cirici, e Fernando Ramos.


Foto: Mies van der Rohe Foundation

4 – Em dezembro de 2019, o Museu Bauhaus de Dessau abrirá com uma coleção de 49.000 peças dedicadas ao movimento, o segundo maior. O projeto
foi concebido por González Hinz Zabala e se encaixa perfeitamente no movimento.


Foto: Bauhaus Foundation


5 – O Bauhaus Residency é um projeto onde artistas de todo o mundo se reúnem para trabalhar e viver na Casa Gropius, tudo para vivenciar o ambiente e estilo
de vida de 1920. Quando a estadia acaba, uma criação do artista é deixada em exibição na casa.


6 – O edifício Prellerhaus, foi residencial estudantil da escola, hoje é aberto ao publico e é possível passar a noite em um dos dormitórios, que estão
reformados mantendo o estilo original. Entre as eminências que lá viveram, estão Herbert Bayer, Hannes Meyer, e Marianne Brandt.


Foto: Bauhaus Foundation


7 – Um dos primeiros trabalhos pela Bauhaus no México e América Latina foi a casa-museu de Frida Kahlo e Diego, projeto liderado por Juan
O’Gorman em 1931.


8 – A famosa cadeira Wassily foi projetada em 1925 por Marcel Breuer (arquiteto e designer, e um dos principais professores do movimento moderno,
que mostrou interesse em construção modular e formas simples), inspirado pelos tubos de sua bicicleta, ela hoje é referência para o design Bauhaus.


Foto: The Met Museum


9 – Hannes Meyer viveu no México por 10 anos, trabalhando como professor na Escola Superior de Engenharia e Arquitetura do Instituto Politécnico
Nacional e tambem como diretor do Instituto de Planejamento e Urbanismo.


10 – Anni Albers, a grande artista têxtil, se encontrou graças ao sexismo presente naquela época. Em 1922 Albers foi aceita na Escola Bauhaus e seu
objetivo era se especializar em vidro, mas dois anos antes, Gropius limitou mulheres ao têxtil, poesia e áreas relacionadas. Sua carreira neste
campo a colocou como uma das mais importantes artistas abstratas da época.




Fonte:

gpoarca





O que interliga sua internet com o mundo está no fundo do mar

 

 

4 bilhões de pessoas usam a internet atualmente.
Já se perguntou como os países estão conectados?
Achou que era por satélites?

 


 

 

95% dos dados transmitidos pela internet são pelo fundo do mar, através de cabos submarinos.


Funciona basicamente como na superfície da terra - por fibra óptica - onde os cabos são levados do ponto inicial ao final com ajuda de repetidores ao longo do caminho para reduzir a perda de sinal.

Os cabos submarinos são desenrolados pelo mar através de navios especiais e são lançados no fundo do oceano, como mostram as imagens no final deste texto.


Os milhares de quilômetros de cabos que abastecem as embarcações são enrolados como em um cone de linha, tarefa que leva por volta de um mês.


Atualmente, os cabos submarinos que nos conectam têm o núcleo de fibra óptica e são revestidos com resistentes materiais, como nylon, polietileno, cabo de aço trançado e cobre (para levar eletricidade até os repetidores, sim, os cabos são energizados).


Os cabos de águas rasas e próximas aos continentes têm uma espessura média de uma lata de refrigerante e normalmente são enterrados.
Já os cabos que ficam em águas profundas (alguns estão a mais de 5 mil metros de profundidade), não necessitam de tanta proteção, tendo em média a espessura de uma mangueira de jardim, visto que ocorrem menos riscos de serem danificados pelas atividades humanas, como pesca e âncoras de navios.

 

 

 

 



Mas como tudo começou?
Há mais de 150 anos. Isso mesmo.
Acompanhe essa jornada abaixo

 

 

 


 

 

 

 


 

 


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Tecnologia para teste de fibra corporativa é aposta da Fluke Networks

A Fluke Networks, empresa mundial no fornecimento de soluções de teste de rede e monitoramento, acaba de anunciar ao mercado brasileiro o refletômetro óptico no domínio de tempo de alta faixa dinâmica OptiFiber Pro HDR, primeiro testador de fibras corporativas (OTDR) que atende às demandas de empreiteiros, instaladores e provedores de rede em uma única solução capaz de lidar com aplicações que vão desde FTTx, PON e Datacenters até cabeamento estruturado com classificação de categoria. Com uma interface eficiente e intuitiva, o novo testador da Fluke Networks permite aos usuários reduzir os custos em 65% ao testar, certificar e realizar a manutenção das instalações de rede de cobre e fibra, ao mesmo tempo em que melhora a produtividade e aprimora a confiabilidade da rede.

Desempenho

A interface premiada do OptiFiber Pro é aprimorada com vários novos recursos para dar suporte a esses aplicativos, incluindo a identificação automatizada de splitters e o modo manual para experts, que permitem aos usuários otimizar o desempenho do instrumento modificando facilmente as configurações automáticas escolhidas pelo OTDR. O testador possui ainda inovadores recursos de análise de controle de zoom dos traços e interpretação de resultados no Event Map. “Pela primeira vez com o Optifiber Pro HDR da Fluke Networks, os técnicos terão um equipamento fácil de usar, porém com capacidades avançadas de diagnósticos em suas mãos, sendo o primeiro equipamento a reconhecer e documentar não só a configuração de um splitter (quantas portas), mas também com o cálculo de perda do mesmo” explica Richard Landim, Key Account Manager na Fluke do Brasil.
FONTE: IT Forum